Governo Provincial do Cunene
Sociedade

Alterações climáticas na bacia do Cuvelai abordada em workshop

O projecto de adaptação as alterações climáticas na bacia hidrográfica do Cuvelai, província do Cunene, foi analisado nesta terça-feira, 11, na cidade de Ondjiva, durante um workshop, que visou a recolha de subsídios para o seu lançamento.

No encontro de um dia, os participantes abordaram temas sobre o “Co-financiamento dos parceiros de implementação”, “Plano de trabalho e orçamento de 2016”, “Modalidade de gestão e regras de implementação”, “Indicadores chaves e riscos do projecto” e “Plano de monitoria do projecto”.

Ao intervir no acto de abertura, o governador do Cunene em exercício, Cristino Mário Ndeitunga, agradeceu o trabalho que o Ministério do Ambiente está fazer em articulação com o governo local, que vem culminar com o lançamento deste projecto de adaptações as alterações climáticas na bacia do Cuvelai.

Cristino Mário Ndeitunga explicou que a bacia do Cuvelai é que regista alterações climáticas mais acentuadas na província e representa um pouco mais de 70 por cento do território da província, no qual habitam acessivelmente mais de 60 por cento da população.

Por seu torno, a ministra do Ambiente, Maria de Fátima Jardim, esclareceu que o Executivo aprovou o Plano Nacional de Adaptação das Alterações Climáticas, que insere vários projectos e enquadra-se no comprimento do desafio global que vai dar resposta o compromisso de sustentabilidade de preservação do ambiente.

A ministra sublinhou que o projecto em apresentação, já aprovado pelas Nações Unidas, estabelece quatro prioridades que estão inseridas no plano nacional de adaptação, que visa criar um sistema de alerta rápido para as inundações e para as tempestades que poderão ocorrer.

“Com esse projecto irá melhor monitorar o clima e criar um sistema de base de dados que permita naturalmente aumentar a nossa capacidade de diagnóstico, mas também vamos compensar quem ate aqui tem sido muito afectados pelas calamidades sobretudo os agricultores”, referiu.

Maria de Fátima Jardim lembrou que a província nos últimos anos registou prejuízos incalculáveis não só na agricultura e pecuária, mas também em todas áreas produtivas, o que nos leva a capacitarmos para melhor diagnosticar e adaptarmos soluções que impedem no futuro os riscos na bacia.